quinta-feira, 18 de junho de 2009

you don´t see me

Hoje vou tentar, sei lá por que, falar de mim. Quem sou eu? Quero me entender, e ao mesmo tempo se tem alguém que eu realmente conheço e de quem posso falar, é de mim. Alias, não vejo ninguém mais que possa e saiba falar de mim, tão bem quanto que eu mesma. Eu sou, talvez, a pessoa mais sozinha que você conheça. Tudo bem, sem exageros, pois talvez você conheça um ermitão! Hahahaha! Porém das pessoas que EU conheço, eu sou a mais sozinha. Embora essa solidão de vez em quando incomode, eu penso que, nem sempre a gente pode ter tudo, não pode ter tudo ao mesmo tempo e nem tudo pode ser 100% bom. Conclusão: eu gosto da solidão. Não é que eu não goste das pessoas – eu até as acho interessantes, mas não como companhia. Eu as acho interessante para serem observadas de longe… Assim, como num blog, numa novela.. Porque quando você torna pessoas como sua companhia, a sua vida vai por água abaixo, porque essas pessoas sempre acham que sabem ou devem saber mais da sua vida do que você! Ai entra a parte imprestável, ELAS NÃO SABEM, e quando não sabem o que acontece? INVENTAM! E é ai que entra a parte que me relacionar com as pessoas, infelizmente, não me interessam muito. (Ultimamente tenho me convencido que esse "infelizmente" não deveria estar aí; afinal, eu sou a minha melhor companhia, e isso é "felizmente".) Nem sempre foi assim; eu nem sempre fui assim: eu acho, isso sim, que fui várias pessoas ao longo das minhas 19 primaveras. Não, não é esquizofrenia… Mas tenho a impressão de que tive motivações e crenças muito diferentes e elas, junto com as experiências dos momentos, me fizeram pessoas diferentes ao longo da vida. Não estou nem perto de ser a pessoa mais fácil de lidar do mundo. Muito pelo contrário… Mas tenho me desenvolvido muito nos últimos tempos, principalmente de um ano pra cá. Eu quero ser uma pessoa melhor. E se não estou sendo, eu vou ser. É um compromisso. Carrego comigo o estigma de ser polêmica, característica que eu tenho há muito tempo. Não me importo. Deve ser divertido - para quem gosta - ficar brincando de falar da vida dos outros. Tenho grande dificuldade em perdoar algumas coisas e uma extrema facilidade para outras. Ainda não sei qual o fator que determina essa dificuldade ou facilidade. Mas isso é nítido em mim. Tenho conseguido lidar com quase todas as situações. Mas algumas coisas eu simplesmente não aceito. Erre o quanto quiser comigo, mas não destrate quem eu gosto. Em qualquer dicionário do mundo, dignidade estará sempre relacionado com respeito. E se você não respeita, você não é digno. Eu não preciso da infelicidade dos outros para ser alguém. E não é porque você agiu mal ou bem que eu vou agir também! Alias, pouco me importa o jeito que você age! Quero mais é o bem de todos, independente do que querem pra mim!

Xoxo

Flávia

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